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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Desemprego atinge jovens universitários em todo o Brasil


Número de profissionais formados continua maior do que o número de vagas de emprego


Crédito: Fernando Cavalcanti/El País
Jovens universitários de todo o país encontram dificuldades para conseguir um cargo estável na função de sua formação. Esse fenômeno acontece pelo fato de mais pessoas terem acesso às faculdades, criando uma grande demanda de profissionais formados para o mercado de trabalho brasileiro, que já não suporta contratar mais pessoas.


Segundo a última pesquisa realizada pelo IBGE, o país conta com 14 milhões de desempregados por causa da crise econômica, e desse número, ainda há pessoas que possuem ao menos um curso de graduação no currículo. Com processos seletivos cada vez mais concorridos, jovens profissionais estão buscando outras alternativas para driblar o desemprego.

“Agora não reclamo tanto, afinal tenho um emprego e recebo um salário que supre minhas necessidades, mas confesso que quando paro para pensar, lembro o quão isso é desanimador para mim, não estar trabalhando na função que me formei, a biomedicina”, explica Thayza Hernandez, 22, recepcionista de hotelaria.

Já o caso da Maria Ariane, 23, é bem diferente. Há cinco meses desempregada após o término da faculdade de Jornalismo, ainda não encontrou um emprego na área, mas também não pensa em trabalhar com outra coisa a não ser no jornalismo. "Passei por dois estágios quando estava estudando, por isso ainda tenho fé que vou conseguir. Tenho experiência", ressalta.

Outro grande fator que contribui para não contratação desses jovens são as grades curriculares cada vez mais precárias. Além disso, organizações preferem pessoas com fluência em línguas estrangeiras, cursos realizados em instituições de ensino renomadas e domínio em aplicativos tecnológicos. 

"As empresas exigem um profissional multitarefas, que saiba liderar. Esse é um grande diferencial de um candidato no processo seletivo", conta Laura Vidoi, Couching voluntária no ICF. Vidoi reforça que hoje, sem dúvidas, os jovens terão que correr atrás de qualificações diferenciadas para conquistar espaço no mercado de trabalho.

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